Domingo, 8 de Abril de 2007
Regionalização? Ou Descentralização?
Anda para aí a preparar-se um novo referendo....ou melhor : a repetição de um velho.....
Tal como aconteceu no caso da interrupção voluntária da gravidez, a malta acha que isto do dinheiro gasto em repetição de referendos é uma tuta e meia, um ver se te avias. Vai daí, aparece a Associação Movimento Cívico “Regiões, Sim”, com essa carta na manga.
 
Como expliquei aqui sou contra qualquer tipo de referendo.
Neste caso concreto também sou contra a Regionalização. Num país tão pequeno como o nosso, não se justifica estar a criar novos órgãos administrativos, cuja única possível utilidade seria criar mais uns tachos para os boys dos vários partidos.
Estamos fartos de ver os problemas que os diversos bairrismos (sim, bairrismo em Portugal é sinónimo de regionalismo) têm levantado, por exemplo,  com as pretensões à criação de novos concelhos, baseadas em rivalidades ancestrais sem qualquer fundamento. Não temos, como os espanhóis, línguas diferentes ou diversidade cultural tão grande que justifique essa pretensão. Temos, isso sim, a mania que a nossa terra é melhor que a do vizinho e que somos uns desgraçadinhos que só com a ajuda de subsídios é que lá vamos. Subsídios para nós, incineradoras para os outros, claro, eles que se desenrasquem....Basta conhecer a mentalidade, por exemplo, dos agricultores portugueses, para “saber” que as minhas maçãs são muito melhores que a do meu vizinho, porque as dele estão noutro concelho. Não dá. Regionalização, nem pensar!
Então é que havia de ser bonito : os “mouros” e os “bimbos”, os “trabalhadores” do norte e os “malandros” lisboetas, os madeirenses “ultra-periféricos” e os “cubanos” do continente...... estão a ver o manancial que ia, desta forma, exponenciar os caciquismos e as demagogias saloias que já temos hoje. Diabo seja surdo, cego e mudo!
 
Sendo contra a regionalização, sou a favor da Descentralização. Só assim se pode, de facto, combater a desertificação do interior. Apostar no desenvolvimento regional e local. Dar condições a quem lá vive e estimular a deslocação de pessoas do litoral para o interior. Criar novos postos de trabalho. Estimular o aparecimento de pequenas e médias empresas. Promover a qualidade de vida nessas zonas. Não fechar escolas, nem hospitais, nem centros de saúde, nem tribunais, que é a “regionalização” que temos visto.....
Ou seja, fazer o contrário do que o INSUPORTÁVEL governo de José Aristóteles (perdão Sócrates), tal como  os anteriores, tem feito – e vai continuar a fazer!

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segismundoquê? às 20:34
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